Corpo encontrado no Lago Paranoá é de jovem de 18 anos
Bombeiros retiraram o corpo perto da Ponte JK na tarde de quarta-feira; causa da morte depende de perícia
O corpo encontrado boiando no Lago Paranoá, próximo à Ponte Juscelino Kubitschek, na tarde de quarta-feira (5/8), é de um jovem de 18 anos. A identificação foi confirmada pela família ao Correio Braziliense. A causa da morte ainda não foi estabelecida.
O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado por volta das 16h28. As equipes localizaram o corpo nas águas do lago, fizeram o resgate e o conduziram até a margem, onde a área foi preservada para os procedimentos da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).
O Distrito News não divulga o nome do jovem porque a identificação, até agora, foi confirmada apenas por relato familiar a um veículo de imprensa, sem confirmação oficial de órgão público.
O que a perícia vai apurar
A partir daqui, o caso corre em duas frentes que se completam. O Instituto Médico Legal (IML) realiza o exame necroscópico, que estabelece a causa da morte, o tempo aproximado desde o óbito e se há sinais de violência. A PCDF conduz a investigação, ouve testemunhas, verifica imagens de câmeras da região e reconstrói o deslocamento da vítima nas horas anteriores.
Em ocorrências no lago, o laudo costuma responder a uma pergunta central: se a morte ocorreu na água ou se o corpo foi colocado nela depois. A análise das vias respiratórias e a comparação entre lesões produzidas antes e depois do óbito indicam o caminho da apuração.
O prazo do laudo varia conforme a complexidade e os exames complementares solicitados, como toxicológico. Até a conclusão, qualquer versão sobre o que aconteceu é hipótese de trabalho, não fato apurado.
Um lago artificial com margens extensas
O Lago Paranoá é um dos cartões-postais de Brasília e também um espaço de risco quando usado fora das áreas apropriadas. O corpo d'água é artificial, formado pelo represamento do rio Paranoá durante a construção da capital, e tem profundidade irregular, com trechos rasos perto de algumas margens e áreas fundas na região da barragem.
A combinação de margens extensas, profundidade irregular e trechos sem sinalização explica por que o CBMDF mantém guarnição especializada em salvamento aquático na região. As orientações da corporação para quem frequenta o lago são conhecidas:
- entrar na água apenas em áreas liberadas e sinalizadas, como praias e clubes com estrutura de salvamento;
- não nadar sozinho nem à noite, quando a visibilidade impede que outra pessoa perceba a dificuldade;
- evitar bebida alcoólica antes de entrar na água;
- usar colete salva-vidas em embarcação, inclusive em passeio curto;
- acionar o 193 ao ver alguém em dificuldade, sem entrar na água para tentar o resgate por conta própria.
A maior parte dos afogamentos atendidos no DF ocorre justamente em pontos sem estrutura de vigilância, onde o socorro depende do tempo de deslocamento da guarnição.
Como acompanhar
Casos assim seguem o rito de qualquer investigação criminal: o inquérito é instaurado, recebe prazo de conclusão e pode ser prorrogado. A família tem direito de acompanhar por advogado e de solicitar cópia do laudo depois de liberado.
A PCDF não havia divulgado balanço oficial do caso até a publicação desta reportagem. O Distrito News atualizará esta matéria quando houver posicionamento formal da corporação ou conclusão da perícia.