Segurança

PMDF compra 300 kits de armas Taser 10 e inclui acessórios para treinamento

PMDF adquire 300 kits Taser 10 e acessórios de treino. A nota oficial não traz valor, fornecedor nem prazo de entrega. Veja o que se sabe.

Neste texto3 tópicos
  1. O que a PMDF diz sobre o uso
  2. O que a nota não informa
  3. Por que a regra de uso importa

A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) comprou 300 kits de armas de condução de energia Taser 10, além de acessórios para treinamento e uso em serviço. A aquisição foi divulgada pela corporação nesta quinta-feira (29) e atualizada na sexta (30) pela Agência Brasília.

O equipamento é classificado como arma eletroeletrônica de incapacitação neuromuscular. Segundo a PMDF, provoca incapacitação temporária e serve para conter pessoas agressivas sem recorrer de imediato à arma de fogo, desde que as circunstâncias permitam usá-lo com segurança.

O que a PMDF diz sobre o uso

A nota da corporação afirma que o recurso é uma alternativa tática em ocorrências de contenção e que pode reduzir a necessidade de confronto físico direto, o que protegeria policiais, envolvidos e terceiros. A escolha do equipamento, diz o texto, depende da avaliação de cada ocorrência, da intensidade da ameaça e dos riscos presentes.

O uso deve seguir os protocolos institucionais e os princípios da legalidade, da necessidade e da proporcionalidade, além das diretrizes de uso diferenciado da força. A PMDF cita o treinamento como etapa que garante que os policiais operem os aparelhos de forma técnica, e por isso a compra incluiu acessórios para essa fase.

Para a corporação, a compra integra as estratégias de modernização. Com os 300 kits, afirma o texto, a PMDF "reforça seu compromisso com a modernização dos meios operacionais, a qualificação do efetivo e a adoção de recursos que contribuam para uma atuação policial segura e voltada à preservação da vida".

O que a nota não informa

O comunicado oficial não traz o valor do contrato, a empresa fornecedora, a data de entrega dos kits nem a distribuição entre batalhões e especializadas. Também não diz quantos policiais serão habilitados nem quando começa o treinamento.

Na foto de arquivo que ilustra esta matéria, divulgada pela Agência Brasília, policiais militares aparecem em formatura e um deles traz na cintura um dispositivo semelhante, ao lado do cassetete e da pistola. A imagem não é da entrega dos novos kits.

Por que a regra de uso importa

A própria PMDF condiciona o emprego do aparelho à avaliação de cada ocorrência e aos princípios da legalidade, da necessidade e da proporcionalidade. É essa régua que vai orientar o treinamento citado na nota, e é nela que o público poderá cobrar transparência quando a corporação divulgar o cronograma.

Sobre a rotina de quem trabalha com uso da força, o portal noticiou a aprovação, em comissão da Câmara, de projeto sobre saúde mental de policiais e bombeiros.

A íntegra da nota está no site da Agência Brasília. O próximo dado a acompanhar é o cronograma de treinamento e de entrega dos 300 kits.