Von der Leyen, Macron, Sheinbaum e Kremlin cumprimentam Lula; direita da região também
Mensagens de líderes de 12 países e da Comissão Europeia saíram entre domingo e segunda-feira
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Chefes de Estado e de governo de ao menos 12 países e a presidente da Comissão Europeia cumprimentaram Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pela reeleição, entre a noite de domingo, 25, e esta segunda-feira, 26. Lula venceu o segundo turno com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL), segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O que disseram os líderes da Europa e da Rússia?
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, escreveu no X: "Parabéns ao meu amigo, Lula, pela sua vitória". Ela afirmou que "a democracia e o multilateralismo venceram no Brasil" e disse que a União Europeia continuará ao lado do Brasil por "um comércio livre e aberto, uma ordem global baseada em regras e fortes ambições pelo clima".
O presidente da França, Emmanuel Macron, também usou o X. "A França e o Brasil têm muito a construir juntos", escreveu, ao propor reforçar a parceria estratégica entre os dois países.
A Rússia manifestou-se pelo porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov. Segundo ele, Lula fez "muito, não apenas para o desenvolvimento das relações bilaterais, mas também para o avanço de processos no âmbito dos BRICS".
Como reagiram os vizinhos da América Latina?
Na região, os aliados ideológicos de Lula foram os mais diretos. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, publicou: "Viva a democracia, ganhou o povo do Brasil". O presidente do Uruguai, Yamandú Orsi, disse ter telefonado ao brasileiro para cumprimentá-lo pela "festa democrática". O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, falou em "vitória histórica", e o da Guatemala, Bernardo Arévalo, prometeu trabalhar para fortalecer os vínculos entre os países.
Governos de outro campo também enviaram mensagens. A Agência Brasil registrou cumprimentos dos presidentes da Bolívia, Rodrigo Paz, do Panamá, José Raul Mulino, e do Paraguai, Santiago Peña. Peña saudou Lula e o povo brasileiro pela "jornada democrática".
O Jornal de Brasília e a AFP, que o jornal reproduz, citam ainda dois presidentes de direita: Keiko Fujimori, do Peru, e Daniel Noboa, do Equador. Fujimori felicitou Lula e falou em fortalecer a aliança estratégica e a cooperação na Amazônia, que os dois países dividem. Noboa mandou "felicitações" e escreveu que a região "tem inimigos comuns, desafios compartilhados e muito a ganhar quando trabalhamos juntos". A AFP também registra o cumprimento do chileno José Antonio Kast.
A ex-presidente argentina Cristina Kirchner, que cumpre prisão domiciliar por corrupção, chamou Lula de "companheiro presidente" e disse que ele "soube despertar em seus compatriotas sentimento e sentido para vencer essa batalha".
O que os cumprimentos mudam para o Brasil?
Do ponto de vista jurídico, nada: o resultado oficial vem do TSE, e os cumprimentos de governos estrangeiros são gesto diplomático, que não altera a apuração. O peso político está em outro lugar. As mensagens chegaram enquanto Flávio Bolsonaro dizia que não reconheceria a derrota e que pediria a anulação da eleição, como mostra a AFP. Líderes de direita da região, como Fujimori e Kast, cumprimentaram Lula mesmo depois de Flávio anunciar que contestaria a eleição.
Na Europa, a mensagem de von der Leyen cita comércio e clima, dois temas que o governo brasileiro tem na agenda externa. Nas mensagens publicadas, ela não anunciou nenhum novo compromisso.
A cobertura do dia da eleição está em Motta e Alcolumbre reconhecem a vitória de Lula. Os dados das urnas no DF estão em Lula teve 86 mil votos a mais que Grass no DF. As mensagens foram publicadas pelos próprios líderes no X e reproduzidas pela Agência Brasil e pelo Jornal de Brasília.