Acolhe DF faz 1.163 acolhimentos em 15 meses e encaminha 517 a comunidades terapêuticas
Sejus informa que a adesão ao tratamento é voluntária e divulga telefone para pedir atendimento
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O Acolhe DF contabilizou 1.163 acolhimentos em um ano e três meses, desde a reformulação do programa, oficializada em julho de 2025. Desse total, 517 pessoas aceitaram o encaminhamento para comunidades terapêuticas conveniadas, onde recebem acompanhamento para dependência química, segundo a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), responsável pela iniciativa. Os números foram divulgados no domingo (1º) e publicados pelo Jornal de Brasília.
Os 517 encaminhamentos equivalem a cerca de 44% dos acolhimentos. Os outros 646 acolhimentos não aparecem como encaminhamentos na divulgação. A adesão ao tratamento depende de manifestação voluntária da pessoa, informou a Sejus.
Onde a equipe atua
As equipes trabalham principalmente no Plano Piloto, mas também em Taguatinga, Ceilândia e no Hotel Social. O serviço envolve abordagem na rua, orientação individual e apresentação das alternativas da rede de atendimento. O subsecretário de Enfrentamento às Drogas, Diego Moreno, descreveu o método: "É preciso ouvir, compreender a realidade de cada pessoa e apresentar as possibilidades de cuidado com clareza e respeito".
Nos últimos 45 dias, o programa registrou 110 novos acolhimentos. Foram 57 de pessoas em situação de rua e 53 de cidadãos que procuraram ajuda por conta própria. Para ampliar o alcance, a Subsecretaria de Enfrentamento às Drogas instalou tendas itinerantes em quadras das asas Sul e Norte, onde servidores tiram dúvidas e orientam tanto quem quer se tratar quanto familiares.
Como pedir atendimento
- Telefone para informações e encaminhamentos: (61) 98314-0639
- Tendas itinerantes: quadras das asas Sul e Norte, no Plano Piloto
- Coordenação: Sejus-DF, com apoio de outros órgãos do GDF e das administrações regionais
O secretário interino de Justiça e Cidadania, Jaime Santana, afirmou que a ideia é fortalecer a rede de assistência e ampliar as oportunidades de recuperação e reinserção social, com foco na continuidade do acompanhamento.
O que os números não mostram
A divulgação não informa quantas das 517 pessoas concluíram o tratamento nem quantas voltaram à rua, dados que permitiriam medir o resultado do programa. Também não detalha o número de vagas nas comunidades terapêuticas conveniadas. Em abril, o DistritoNews publicou que o Acolhe DF havia feito mais de 700 abordagens a pessoas em situação de rua em nove meses. Abordagem e acolhimento são contagens diferentes, e a Sejus não comparou as duas na nota.
O programa convive com outra frente do governo para a mesma população. O DistritoNews noticiou que o GDF aprovou as regras do comitê que acompanha o acolhimento de pessoas em situação de rua, criado pelo decreto 49.089, e que o Ministério Público do DF deu 45 dias ao GDF para explicar a rede de acolhimento.
Quem quiser informações sobre o programa, para si ou para um familiar, pode ligar para o número divulgado pela Sejus.