Projeto Amparar, do MPDFT, ganha 1º lugar no Prêmio CNJ de proteção às vítimas
Projeto do MPDFT ficou em 1º lugar no Prêmio CNJ Viviane Vieira do Amaral. Veja quem pode pedir ajuda, WhatsApp, endereço e horário do Amparar.
O projeto Amparar, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), ficou em primeiro lugar na categoria Atores e Atrizes do Sistema de Justiça do Prêmio CNJ Juíza Viviane Vieira do Amaral 2026. A entrega ocorreu na sexta-feira, 23 de outubro, na sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília, e o MPDFT divulgou o resultado nesta segunda-feira, 26.
O Amparar funciona dentro do Núcleo de Atenção às Vítimas (Nuav) e atende pessoas atingidas por crimes de violência, além de familiares de quem morreu. Segundo o MPDFT, desde agosto de 2025 o projeto cadastrou 969 vítimas e fez 1.983 atendimentos e acolhimentos.
Segundo o MPDFT, o prêmio do CNJ valoriza iniciativas de enfrentamento da violência doméstica e familiar contra a mulher e de fortalecimento das políticas de proteção às vítimas. O Amparar concorreu na categoria III. Para se inscrever, o MPDFT enviou ao CNJ um vídeo com o trabalho, os resultados e o efeito do projeto na garantia de direitos.
Quem o Amparar atende
O projeto acolhe vítimas de tentativa de feminicídio e familiares de vítimas de feminicídio, homicídio, latrocínio, crimes de trânsito com morte e lesão corporal seguida de morte. O atendimento reúne informação jurídica e apoio psicossocial no mesmo lugar, e pode ser presencial ou virtual, conforme a escolha de cada pessoa.
O acesso vem por encaminhamento de promotorias de Justiça, delegacias e órgãos da rede de proteção. A vítima ou a família também pode procurar o serviço diretamente.
O vice-procurador-geral de Justiça jurídico-administrativo, Nísio Tostes, que representou o MPDFT na cerimônia, disse que a atuação do órgão vai além das medidas judiciais:
"As consequências da violência não se encerram com a abertura de um processo. As vítimas precisam ser ouvidas, orientadas e apoiadas."
Integrantes do Nuav também estiveram na cerimônia: as promotoras de Justiça Jaqueline Gontijo, Thaís Tarquínio, Ramona Anchieta e Brenda Aíssa. Brenda Aíssa descreveu o método como a prestação de informações jurídicas junto ao apoio psicossocial para o enfrentamento do luto, e o chamou de "iniciativa singular e inovadora no acesso à justiça".
Como pedir atendimento
- WhatsApp: (61) 99635-6929
- Endereço: Promotoria de Justiça de Brasília II, SMAS, Trecho 4, Lotes 6/8, ao lado do Fórum Desembargador José Júlio Leal Fagundes
- Horário: segunda a sexta-feira, das 12h às 19h
- Pedido online: formulário na página do projeto, no site do MPDFT
Na mesma sexta-feira da premiação, Claudia Braga Tomelin foi nomeada procuradora-geral de Justiça do DF, como o Distritonews mostrou. Os números da violência contra a mulher no DF estão em levantamento sobre feminicídios no primeiro trimestre de 2026.
A íntegra da nota está no site do MPDFT.